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Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition Review

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Três clássicos que ajudaram a transformar os videogames, mas que mereciam uma remasterização melhor

Poucas franquias conseguiram mudar tanto a indústria dos videogames quanto Grand Theft Auto. Muito antes de GTA V se transformar em um fenômeno mundial, a Rockstar Games já havia estabelecido sua reputação com três títulos que marcaram profundamente a geração do PlayStation 2. Grand Theft Auto III, Vice City e San Andreas apresentaram mundos abertos que ofereciam uma liberdade extraordinária para suas respectivas épocas, combinando histórias criminosas, personagens memoráveis e uma quantidade impressionante de possibilidades.

Com Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition, esses três clássicos retornam em uma coletânea que promete modernizar a experiência original. A proposta envolve melhorias gráficas, novos controles, ajustes na interface e recursos destinados a tornar a jogabilidade mais acessível para quem está acostumado com os títulos recentes da franquia.

No PlayStation 5, a coletânea apresenta momentos visualmente interessantes e mudanças que realmente facilitam a experiência. Entretanto, também evidencia como modernizar um jogo envolve muito mais do que aumentar a resolução das texturas ou modificar a iluminação. O pacote reúne três aventuras excelentes, mas nem sempre consegue tratá-las com o cuidado que sua importância histórica exige. Ainda assim, existe algo muito especial em retornar a Liberty City, percorrer as avenidas de Vice City e reencontrar as ruas de Los Santos. Por trás das decisões questionáveis da remasterização, continuam existindo três jogos que estabeleceram algumas das principais características de Grand Theft Auto.

PlayStation 2: a geração que transformou GTA em um fenômeno

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Antes de analisar as melhorias e limitações da coletânea no PS5, é importante compreender o impacto que esses jogos tiveram originalmente no PlayStation 2. Em 2001, Grand Theft Auto III apresentou uma transformação profunda para a franquia. A série abandonou a perspectiva predominantemente aérea dos primeiros títulos e passou a utilizar um ambiente tridimensional, permitindo que o jogador explorasse Liberty City de uma maneira completamente diferente. O mais impressionante não era apenas dirigir pelas ruas de uma cidade virtual. Era perceber que o mundo continuava funcionando mesmo quando o jogador decidia ignorar seus objetivos. Veículos circulavam pelas avenidas, pedestres caminhavam pelas calçadas, a polícia reagia aos crimes e praticamente qualquer deslocamento poderia resultar em alguma situação inesperada.

GTA III não inventou o conceito de mundo aberto, mas ajudou a estabelecer uma fórmula que influenciaria inúmeros jogos nas décadas seguintes.Em 2002, Vice City expandiu essa proposta e demonstrou como uma ambientação bem construída poderia transformar completamente a identidade de uma aventura. Sua cidade inspirada em Miami, com praias, hotéis, iluminação neon e uma trilha sonora marcante dos anos 1980, trouxe uma personalidade que continua reconhecível até hoje.

A chegada de Tommy Vercetti também representou um avanço narrativo importante. Diferentemente do protagonista silencioso do título anterior, Tommy possuía voz, personalidade e uma participação muito mais ativa nos acontecimentos.Dois anos depois, San Andreas levou a ambição da Rockstar ainda mais longe.O jogo deixou de apresentar uma única cidade e passou a oferecer um estado inteiro, com três grandes regiões urbanas, áreas rurais, desertos, montanhas e pequenas comunidades.

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Além disso, Carl Johnson podia modificar sua aparência, desenvolver habilidades, praticar exercícios, personalizar veículos e participar de inúmeras atividades secundárias.Para o hardware do PlayStation 2, tudo isso representava um feito impressionante.Naturalmente, esses jogos também possuíam limitações. Quedas de desempenho, carregamento tardio de objetos, controles imprecisos e problemas de inteligência artificial faziam parte da experiência.

Mas havia algo muito importante na maneira como a Rockstar utilizava os recursos disponíveis.A iluminação, os efeitos atmosféricos e a direção artística eram cuidadosamente adaptados às características de cada jogo. Por isso, trazer essa trilogia para o PlayStation 5 não deveria significar apenas substituir elementos antigos por versões mais detalhadas. Também era necessário preservar a personalidade que tornou cada uma dessas aventuras tão especial. E é justamente nesse aspecto que The Definitive Edition apresenta alguns de seus maiores problemas.

GTA III: o início de uma nova era

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Grand Theft Auto III continua sendo o capítulo mais simples da coletânea, especialmente quando comparado aos seus sucessores.A aventura acompanha Claude, um criminoso que acaba envolvido em uma história de traição e disputas entre organizações criminosas de Liberty City.

A narrativa é relativamente direta, e o protagonista não possui a mesma personalidade desenvolvida dos personagens que apareceriam posteriormente. Entretanto, GTA III continua impressionando pela importância de sua estrutura. Liberty City apresenta diferentes regiões, cada uma com características próprias, e oferece liberdade para que o jogador explore suas ruas, roube veículos, enfrente a polícia e participe de atividades secundárias. Na Definitive Edition, o jogo recebe melhorias importantes na apresentação visual. Algumas construções possuem texturas mais definidas, a iluminação foi modificada e determinados detalhes do cenário ficam mais fáceis de observar.O resultado é uma cidade visualmente mais limpa, embora nem sempre mais interessante. Existem situações em que a nova iluminação funciona muito bem, principalmente durante a noite. Em outros momentos, os personagens parecem deslocados do ambiente e determinadas escolhas de modelagem deixam a apresentação artificial.

A jogabilidade também evidencia bastante sua idade.As missões possuem objetivos simples, o combate ainda apresenta limitações e Claude não dispõe de diversas habilidades introduzidas nos capítulos posteriores. Mesmo com esses problemas, GTA III continua divertido. Existe uma satisfação enorme em explorar Liberty City sem qualquer preocupação com a campanha, simplesmente observando como o mundo reage às decisões do jogador. A Definitive Edition torna essa experiência mais acessível, mas não consegue eliminar completamente as características que revelam sua origem no início dos anos 2000.

Vice City: uma das melhores ambientações da Rockstar

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Entre os três jogos, Vice City é provavelmente aquele cuja identidade visual mais se beneficia de determinadas melhorias da remasterização. A cidade inspirada em Miami continua sendo um espetáculo de cores, praias, hotéis e avenidas iluminadas. A nova iluminação valoriza especialmente os letreiros neon, os reflexos nos veículos e determinados cenários durante o pôr do sol. Existe algo muito agradável em dirigir pelas ruas de Ocean Beach durante a noite, acompanhando a música das estações de rádio enquanto a iluminação dos prédios transforma completamente a atmosfera.

A campanha também continua excelente.Tommy Vercetti retorna à liberdade depois de quinze anos na prisão e acaba enviado para Vice City, onde uma negociação criminosa termina de maneira desastrosa. A partir daí, o personagem precisa recuperar o dinheiro perdido enquanto começa a construir sua própria influência na cidade. A interpretação de Ray Liotta permanece um dos grandes destaques. Tommy possui uma personalidade forte, participa ativamente dos diálogos e torna a narrativa muito mais interessante do que aquela apresentada em GTA III. A possibilidade de adquirir propriedades também continua sendo uma das melhores características do jogo.Em vez de simplesmente cumprir tarefas para outras pessoas, o protagonista começa a controlar negócios que ajudam a ampliar sua influência no mundo criminoso.

Na Definitive Edition, a experiência se beneficia dos controles atualizados e de uma interface mais prática. Entretanto, o combate ainda conserva certas limitações, principalmente quando vários inimigos aparecem simultaneamente. Alguns modelos de personagens também apresentam proporções estranhas, destoando bastante dos cenários modernizados. A trilha sonora continua excelente, apesar da ausência de determinadas músicas do lançamento original devido a questões de licenciamento. Mesmo assim, Vice City permanece um dos capítulos mais carismáticos da franquia. Sua maior qualidade não está apenas na história ou na jogabilidade, mas na capacidade de fazer o jogador reconhecer sua identidade poucos segundos depois de entrar em um carro.

San Andreas: o maior destaque da coletânea

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Se GTA III estabeleceu as bases da franquia tridimensional e Vice City aperfeiçoou sua identidade, San Andreas representou a expansão definitiva dessa fórmula durante a geração do PlayStation 2. A história acompanha Carl Johnson, conhecido como CJ, que retorna a Los Santos depois de receber a notícia da morte de sua mãe. Ao reencontrar sua família e antigos amigos, o protagonista descobre que a Grove Street Families perdeu influência e que sua cidade está envolvida em uma série de conflitos entre gangues e policiais corruptos. A narrativa rapidamente se transforma em uma aventura muito maior, envolvendo diferentes regiões do estado e personagens que continuam entre os mais marcantes da série. San Andreas também é o jogo com a maior variedade de atividades da coletânea. CJ pode frequentar academias, melhorar suas habilidades, personalizar roupas, modificar veículos, participar de corridas, disputar territórios, realizar atividades secundárias e explorar diferentes tipos de ambientes. Los Santos, San Fierro e Las Venturas continuam oferecendo experiências muito diferentes. As áreas rurais também cumprem um papel importante, criando aquela sensação de estar atravessando um estado inteiro em vez de apenas circular entre bairros de uma mesma cidade.

Na remasterização, os controles modernizados e os recursos de reinício das missões tornam a campanha mais confortável. Entretanto, San Andreas também apresenta algumas das escolhas visuais mais questionáveis de The Definitive Edition. A alteração da distância de renderização e a redução de determinados efeitos atmosféricos presentes no lançamento original modificaram a percepção de escala do mapa.

No PlayStation 2, a névoa e a iluminação ajudavam a criar uma sensação de distância entre as regiões. Quando esses elementos são alterados sem o mesmo cuidado artístico, algumas paisagens acabam parecendo menores do que deveriam. Determinados personagens também apresentam modelos inconsistentes, com expressões e proporções que não combinam completamente com a identidade original. Apesar disso, San Andreas continua sendo o capítulo mais completo da trilogia. A campanha possui excelente variedade, o mundo aberto oferece inúmeras possibilidades e a evolução de CJ continua sendo um diferencial importante. É um jogo que ainda demonstra como a Rockstar conseguiu reunir diferentes sistemas em uma única experiência sem abandonar a diversão.

Os controles modernos são uma das melhores novidades

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Uma das decisões mais acertadas de The Definitive Edition foi atualizar parte dos controles. A trilogia original foi desenvolvida em uma época em que os jogos de ação em terceira pessoa utilizavam configurações bastante diferentes das atuais. Isso significa que retornar diretamente às versões clássicas pode exigir um período de adaptação, principalmente durante confrontos armados.Na coletânea, a seleção de armas por meio de um menu circular facilita bastante a troca de equipamentos.A organização dos comandos também se aproxima daquela encontrada em GTA V, tornando algumas ações mais intuitivas. Outra melhoria importante está no sistema de navegação. A possibilidade de marcar destinos no mapa e utilizar indicações de percurso ajuda a reduzir a necessidade de memorizar todas as ruas das cidades. Entretanto, o sistema não funciona perfeitamente em todas as situações. Determinadas rotas podem apresentar orientações pouco eficientes, e a organização dos marcadores nem sempre oferece toda a liberdade desejada.O combate também recebeu ajustes, mas a modernização não apresenta resultados igualmente consistentes nos três jogos.

San Andreas se beneficia bastante dessas mudanças, enquanto GTA III e Vice City ainda apresentam problemas na seleção de alvos e na movimentação durante confrontos.Mesmo assim, considero essas melhorias muito importantes. Elas não transformam completamente as mecânicas originais, mas eliminam parte do desconforto que poderia afastar novos jogadores. Outra mudança bastante positiva está na possibilidade de reiniciar missões após uma falha. Nos jogos originais, perder uma missão frequentemente significava retornar ao ponto de início, procurar outro veículo e repetir deslocamentos que poderiam consumir vários minutos. The Definitive Edition reduz parte dessa inconveniência.

Entretanto, existe uma diferença importante entre os três títulos. Em GTA III e Vice City, reiniciar uma missão geralmente significa retornar ao começo daquela atividade. Já San Andreas apresenta checkpoints intermediários em determinadas missões, permitindo retomar trechos mais próximos do momento em que ocorreu a falha. Isso torna algumas situações menos frustrantes e melhora bastante o ritmo da campanha. Ao mesmo tempo, é uma escolha curiosa para uma coletânea que pretende modernizar três clássicos de maneira conjunta.Seria interessante encontrar uma implementação mais consistente desse sistema em todos os jogos.

A direção artística nem sempre acompanha a qualidade das texturas

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A modernização gráfica é um dos elementos mais importantes de qualquer remasterização. Entretanto, gráficos mais definidos não significam necessariamente uma apresentação melhor. Em The Definitive Edition, a Rockstar e a Grove Street Games optaram por atualizar diferentes elementos visuais utilizando a Unreal Engine 4. O resultado apresenta cenários mais nítidos, novos efeitos de iluminação e alterações na aparência dos personagens. Algumas dessas mudanças funcionam. A iluminação de Vice City é um excelente exemplo de como determinados ambientes podem ganhar mais destaque com recursos visuais atualizados.

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Entretanto, os modelos de personagens apresentam resultados muito diferentes entre si. Alguns preservam bem a personalidade original, enquanto outros possuem rostos excessivamente suavizados, proporções estranhas e expressões que parecem artificiais. O problema se torna ainda mais evidente nas cenas da campanha. Determinados momentos que deveriam transmitir tensão ou humor acabam prejudicados pela diferença entre a interpretação dos personagens e sua nova aparência. Também existe uma inconsistência entre os cenários e os modelos. Alguns ambientes parecem bastante modernizados, mas os personagens continuam exibindo características de uma geração muito anterior.

Essa diferença transmite a sensação de que nem todos os elementos receberam o mesmo nível de atenção. Uma boa remasterização precisa respeitar a identidade visual original, mesmo quando modifica sua apresentação.E essa é uma das áreas em que The Definitive Edition poderia ter ido muito além.

Desempenho no PlayStation 5

No PlayStation 5, Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition apresenta opções gráficas que permitem priorizar qualidade visual ou desempenho. O modo Fidelidade concentra seus recursos em uma apresentação mais detalhada, enquanto o modo Desempenho busca oferecer uma taxa de quadros mais elevada.A possibilidade de jogar esses clássicos com maior fluidez é uma das vantagens mais interessantes da coletânea.

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Principalmente durante perseguições, confrontos e deslocamentos em alta velocidade, uma apresentação mais suave contribui para a sensação de controle. Entretanto, a remasterização não está completamente livre de problemas técnicos. Oscilações na taxa de quadros, inconsistências de renderização e comportamentos inesperados podem comprometer determinados momentos. Também existem limitações relacionadas à inteligência artificial e ao funcionamento de algumas mecânicas herdadas dos lançamentos originais. É importante considerar que esses problemas não estão presentes constantemente e que atualizações posteriores buscaram corrigir diversas falhas identificadas no lançamento.

Ainda assim, a existência dessas inconsistências chama atenção em uma coletânea destinada a um console muito mais poderoso do que aqueles que receberam as versões originais. O PS5 possui capacidade suficiente para executar projetos muito mais complexos, o que aumenta a expectativa por uma remasterização tecnicamente estável.

Uma das melhorias mais interessantes para o público brasileiro está na presença de legendas em português.Os jogos clássicos da franquia possuem diálogos extensos, personagens com sotaques específicos e uma quantidade enorme de referências culturais.A localização ajuda bastante quem deseja acompanhar as histórias sem depender exclusivamente do inglês.O humor característico da Rockstar também se beneficia desse recurso, já que muitas piadas dependem diretamente dos diálogos.Essa acessibilidade é especialmente importante para quem está conhecendo GTA III, Vice City ou San Andreas pela primeira vez. Embora seja uma novidade relativamente simples, considero a tradução um dos pontos positivos mais relevantes do pacote.

As trilhas sonoras continuam sendo parte essencial da experiência

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É praticamente impossível falar dessa trilogia sem destacar suas rádios. Cada jogo possui uma identidade musical própria. GTA III utiliza diferentes estilos e programas de conversa para ajudar a construir a atmosfera urbana de Liberty City. Vice City apresenta uma seleção fortemente associada aos anos 1980, com músicas que combinam perfeitamente com suas praias, clubes e avenidas iluminadas. Já San Andreas aposta em gêneros que ajudam a representar a cultura do início dos anos 1990, especialmente durante os acontecimentos envolvendo CJ e a Grove Street Families. Além das músicas, os programas de rádio apresentam comerciais fictícios, entrevistas absurdas e comentários satíricos que continuam sendo algumas das melhores demonstrações do humor da Rockstar.

A ausência de determinadas faixas licenciadas presentes nos lançamentos originais é uma perda para os fãs mais antigos. Entretanto, a identidade sonora dos três jogos permanece suficientemente forte para continuar sendo um de seus grandes diferenciais. Às vezes, simplesmente entrar em um carro e dirigir sem destino ouvindo rádio é tão divertido quanto iniciar uma missão.

Existe uma diferença importante entre avaliar a qualidade dos três jogos originais e analisar o trabalho realizado nesta coletânea.GTA III continua sendo um marco histórico, Vice City permanece uma das aventuras com maior personalidade da franquia, San Andreas ainda oferece uma combinação extraordinária de liberdade, narrativa e atividades.Essas qualidades não desapareceram com The Definitive Edition. Entretanto, a remasterização apresenta decisões questionáveis que impedem o pacote de alcançar todo o potencial esperado. Os controles atualizados, as legendas em português e as melhorias de qualidade de vida são excelentes adições. Por outro lado, a inconsistência visual dos personagens, as limitações técnicas e a ausência de mudanças mais profundas demonstram que a modernização poderia ter sido muito mais cuidadosa. Também é importante lembrar que a coletânea não apresenta novas campanhas ou expansões significativas. Sua principal proposta continua sendo permitir que os jogadores conheçam ou revisitem as aventuras originais com uma apresentação atualizada.

Nesse aspecto, o pacote funciona, mas não consegue substituir completamente o valor histórico e artístico das versões lançadas para PlayStation 2.

Veredito

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Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition representa uma oportunidade interessante de revisitar três dos jogos mais importantes da história da Rockstar Games.

No PlayStation 5, a coletânea oferece controles modernizados, melhorias na apresentação visual, legendas em português brasileiro e recursos que tornam determinadas missões menos frustrantes.Essas mudanças ajudam a aproximar os clássicos de um público acostumado com experiências mais recentes.

Entretanto, os problemas de modelagem, a inconsistência da direção artística e determinadas limitações técnicas impedem que o resultado alcance a qualidade esperada de uma edição que se apresenta como definitiva. Os três jogos continuam excelentes.GTA III preserva sua importância histórica e a liberdade que ajudou a estabelecer o gênero, Vice City continua encantando pela ambientação dos anos 1980, pela personalidade de Tommy Vercetti e por sua trilha sonora inesquecível, San Andreas permanece o capítulo mais completo da coleção, oferecendo uma campanha extensa, personagens marcantes e uma variedade extraordinária de atividades.

O que falta não é qualidade no conteúdo original, mas um trabalho de modernização que demonstre o mesmo cuidado presente nas produções que deram origem a esses clássicos.Mesmo com essas ressalvas, considero The Definitive Edition uma experiência que ainda vale a pena para quem deseja retornar a esses mundos ou conhecê-los pela primeira vez.A trilogia continua oferecendo dezenas de horas de diversão e demonstra por que Grand Theft Auto se tornou uma das franquias mais influentes da indústria.

O nome Definitive Edition cria uma expectativa que nem sempre é atendida, mas a força dos três jogos continua sendo suficiente para proporcionar uma excelente experiência.

Código para análise cedido pela Rockstar Games.

GRAND THEFT AUTO: THE TRILOGY – THE DEFINITIVE EDITION Plataforma analisada: PlayStation 5 (PS5)

Análise realizada com código do jogo cedido gratuitamente pela Rockstar Games, à qual agradecemos. O fornecimento do código não interfere na avaliação editorial.

Desempenho 8/10
Gráficos 7/10
Gameplay 9/10
Trilha Sonora 10/10

Positivo

  • Reúne três clássicos fundamentais da história dos videogames, com campanhas e mundos abertos que continuam divertidos.
  • Controles modernizados, roda de armas e melhorias de qualidade de vida tornam a jogabilidade mais acessível.
  • Iluminação atualizada valoriza determinados cenários, especialmente em GTA Vice City.
  • Legendas em português brasileiro, trilhas sonoras marcantes e grande quantidade de conteúdo.

Contra

  • Modelos de personagens inconsistentes e mudanças visuais que prejudicam parte da identidade original.
  • Problemas técnicos e oscilações de desempenho que não deveriam comprometer uma coletânea no PS5.
  • Modernização desigual dos sistemas de combate e dos checkpoints entre os três jogos.
  • Ausência de algumas músicas originais e pouco conteúdo inédito para justificar o título de edição definitiva.
8.5
Nota Final PlayStation 5

Menino Neitam

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